A liberação parcial da Ponte da Integração, que conecta Presidente Franco ao município de Foz do Iguaçu, já começou a gerar impactos negativos para moradores da cidade paraguaia. O principal problema está no tráfego de caminhões por ruas que não foram projetadas para veículos pesados, consequência direta da ausência do Corredor Metropolitano Leste no lado paraguaio.
Mesmo com a autorização limitada apenas para caminhões vazios e restrita ao período noturno, entre 22h e 5h, moradores relatam que a norma não vem sendo respeitada. A falta de sinalização adequada e de fiscalização tem permitido que motoristas utilizem vias urbanas, causando transtornos constantes.
Os prejuízos já são visíveis. Moradores relatam danos frequentes à infraestrutura básica, como rompimento de fios de energia elétrica, cabos de telefonia e internet, provocados pela passagem de caminhões por ruas estreitas. Em muitos casos, residências e comércios acabam ficando sem serviços essenciais.
Do outro lado, os próprios caminhoneiros também demonstram insatisfação. Sem rotas bem definidas e com pouca orientação, muitos acabam entrando em áreas residenciais por falta de alternativa, mesmo cientes de que as vias não comportam veículos desse porte.
No Brasil, as obras da Perimetral Leste — principal acesso à Ponte da Integração em Foz do Iguaçu — estão praticamente concluídas. No entanto, ainda faltam ajustes considerados fundamentais, como sinalização definitiva, instalação de barreiras de proteção e melhorias na iluminação.
A situação, por enquanto, é tratada como provisória. No Paraguai, o Corredor Metropolitano Leste segue em construção, com destaque para a ponte sobre o Rio Monday, que ainda está em fase inicial. Enquanto a obra não é finalizada, cerca de 200 caminhões atravessam diariamente a Ponte da Integração em dias úteis, mantendo a pressão sobre o tráfego urbano de Presidente Franco e aumentando a cobrança por soluções imediatas.



